A vitamina D, também conhecida como vitamina do Sol, carrega esse título pois precisa dos raios solares para ser convertida em sua forma biologicamente ativa. Alguns especialistas, como Dr. Michael Holick, afirmam que a vitamina D só é sintetizada entre 09h às 15h, com exposição de 15 à 20 minutos dos braços, pernas, costas, sem uso de protetor solar nessas áreas. Entramos então numa contradição com nossos colegas dermatologistas, mas esse é assunto para outro post. 

A principal função da vitamina D no organismo é regular o metabolismo de outros dois nutrientes: o cálcio e o fósforo. Eles atuam no metabolismo dos ossos. Sua deficiência pode causar desmineralização óssea, ou seja, com o tempo, os ossos tornam-se mais fracos, levando a osteoporose, e em crianças, pode causar o raquitismo.

Alimentos como fígado, peixes como salmão e bacalhau, ovos e manteiga são responsáveis por 10% de vitamina D, sendo que os outros 90% precisamos obter a partir da exposição solar.

Sabendo da necessidade da exposição solar para síntese da vitamina D, vamos aos dados: segundo o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET – no ano de 2015, apenas nos meses de abril, junho e agosto a chuva não ultrapassou o considerado “normal climatológico”, ou seja, na cidade de Curitiba, temos uma boa exposição ao sol em apenas 3 meses do ano!

Somado a isso, vários estudos já têm estabelecido que a população obesa apresenta déficit de vitamina D variando entre 64 a 98%. Esses autores colocam como causa principalmente a baixa exposição ao sol associado com o aumento do vestuário, aumento da captação da vitamina D pelo tecido adiposo e diminuição da síntese da vitamina D pelo fígado que geralmente está acometido por esteatose hepática não alcoólica [Valentino D. et al. 2011; Worm D. et al. 2015; Seeniann J. et al. 2009; Luger M. et al. 2014].

Os pacientes obesos que passam pela cirurgia bariátrica precisam redobrar a atenção. No bypass gástrico, principal cirurgia atualmente, há 2 mecanismos de perda de peso. O primeiro é a redução da capacidade gástrica com a intenção de limitar a ingestão dietética – o estômago fica menor – e o segundo é o desvio do jejuno e duodeno, originando um estado mal absortivo – o intestino absorve menos. Tal combinação leva a perda de peso bem-sucedida, no entanto, a deficiência de vitamina D, que é comum já no pré-operatório, pode ser agravada. Há evidencias que alguns pacientes, mesmo com uma suplementação adequada de vitamina D, ainda correm o risco de desenvolver osteoporose.

O primeiro passo na prevenção de deficiências e complicações pós-operatórias é a identificação e tratamento de qualquer deficiência antes mesmo da cirurgia. Após o procedimento, é fundamental monitorização e suplementação de vitaminas caso haja necessidade.

Aqui vai a dica: a melhor forma de prevenção de complicações, monitoramento da dieta e demais cuidados sempre vai ser o acompanhamento rotineiro com seu médico e sua nutricionista!

Beijos!

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